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Enfermagem de corpo e alma: Juliana Ballarin destaca o ser, o estar e o amar a profissão

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Entre outros destaques, a Enfermeira Juliana mencionou as várias áreas que atua na Enfermagem

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Atenção, dedicação, cuidado. Características inerentes à Enfermagem e que fazem parte da rotina de uma profissional muito querida na cidade, Juliana Correa Ballarin da Silva que, além destas, é conhecida pela sua gentileza e delicadeza nos cuidados e tratamentos junto aos pacientes.

Em entrevista ao www.minhasaojose.com.br, ela destacou que não escolheu ser Enfermeira, mas que a carreira a abraçou, já que sua primeira opção na graduação foi a Psicologia. Entretanto, após um ano de curso, se encontrou mesmo na Enfermagem.

Juliana também contou um pouco dos trabalhos que realiza e incluem Terapias Integrativas e Atendimento Domiciliar, especialmente nos tratamentos de feridas complexas.

Ela contou, ainda, o que considera o melhor e o pior na carreira, observando o que é preciso para a Enfermagem ser mais reconhecida no país, bem como histórias que a marcaram e, claro, qual o maior sonho na profissão.

“Sonho em um dia poder enxergar uma Enfermagem com a autoestima elevada, acreditando no seu potencial, fazendo a diferença. Infelizmente ainda temos muitos profissionais que não conseguem enxergar todas as possibilidades e caminhos que a Enfermagem pode trilhar”, afirmou.

Já deu para perceber o amor, o carinho e a vontade de Juliana em sempre fazer acontecer na profissão. Agora, vamos saber mais sobre essa Enfermeira, que se destaca em diversas áreas em que atua, inclusive na prestação de serviços a Operadoras de Saúde. Confira a matéria completa abaixo.

Minha São José: Juliana, conte sobre sua formação, cursos, etc.

Juliana Correa Ballarin da Silva: Fiz Curso Técnico em Enfermagem há 19 anos, graduada em Enfermagem há três e pós graduanda em Enfermagem Dermatológica e Terapias Integrativas.

Por que optou pela Enfermagem?

Na verdade, a Enfermagem me escolheu! Quando estudante, cursei um ano de Psicologia, mas foi na Enfermagem que encontrei a minha essência.

Quais foram seus primeiros trabalhos na área da Saúde?

Meu primeiro emprego CLT foi na Cemedi e lá despertei o interesse pela área. Logo após fui selecionada para ser aprendiz na empresa Nestlé, onde trabalhei por mais 5 anos como responsável pelo ambulatório médico. Também tive a oportunidade de trabalhar em São Paulo, na empresa Santander, gerenciando os exames ocupacionais da empresa, que na época empregava 45 mil pessoas no Brasil.

Onde você trabalha atualmente?

Hoje tenho uma empresa e realizo atendimento de Enfermagem para algumas Operadoras de Saúde e particular em consultório, e ambiente domiciliar. No consultório realizo o atendimento das Terapias Integrativas Cromoterapia, Aromaterapia, Meditação/Relaxamento Profundo, Reiki e outras técnicas focadas no bem estar. No ambiente domiciliar, faço atendimento de tratamentos de feridas complexas. Também sou responsável pela equipe multiprofissional no atendimento domiciliar de uma Operadora de Saúde, Coordenadora de Ambulatório em uma empresa de 200 funcionários, atuo no Ambulatório de Oncologia de uma operadora de saúde. Trabalho no formato de prestação de serviços, o que me traz a flexibilidade de oportunidade de caminhar por diversos setores da minha área.

Juliana atuando em um de seus trabalhos em Setor de Oncologia

E o que é melhor e o que é pior em ser Enfermeira?

É gratificante, por exemplo, você realizar um tratamento de feridas no paciente que já lutou por mais de 10 anos e chegar à cicatrização total, trazendo a qualidade de vida, independência, autonomia… O dia da alta do tratamento é sempre muito, muito emocionante. O pior é ainda lidar com a falta de conhecimento das pessoas sobre a autonomia da Enfermagem e, infelizmente, ainda se acredita em uma Enfermagem que é subordinada à outra área, o que não é verdade.

Qual foi a principal lição que aprendeu nestes anos de carreira?

Que podemos transformar a vida das pessoas, fazer a diferença!

O que é ser uma boa profissional na área?

Ser uma boa enfermeira, primeiramente, é entender o que é atendimento humanizado. Além disso ser curiosa, estar em constante evolução, estudar muito e, principalmente, ter a certeza que temos o poder de transformar a vida de nossos pacientes e de seus familiares.

Qual é seu maior sonho na Enfermagem?

De um dia poder enxergar uma Enfermagem com a autoestima elevada, acreditando no seu potencial, fazendo a diferença. Infelizmente, ainda temos muitos profissionais que não conseguem enxergar todas as possibilidades e caminhos que a Enfermagem pode trilhar.

Há alguma história curiosa, marcante, que aconteceu contigo na profissão e que possa dividir?

Nossa teria várias (risos). Mas, estar no atendimento domiciliar me traz histórias engraçadas, como também situações de reflexão sobre o ser humano. Todavia, falando em história engraçada, certa vez fui realizar um atendimento domiciliar para avaliar uma ferida crônica. A paciente já havia tentado todos as tecnologias, cirurgias… Quando cheguei na residência o cachorro da família era criado dentro da casa e, ao iniciar o atendimento, ele se aproximou e ficou ali prestando atenção, mas em 2 segundos que fui pegar o material para atender a paciente, o cãozinho mordeu minha calça e não soltava (risos). Depois de alguns minutos o genro da paciente conseguiu me socorrer!

O que falta para a Enfermagem ser mais reconhecida no Brasil?

Pergunta polêmica! Acredito que além de algumas questões como o piso salarial, entendo que há uma parcela que cabe a nós profissionais… Precisamos estar sempre nos atualizando, inovando em nossos atendimentos, sempre focando na segurança do nosso paciente, fazendo realmente a diferença, entregando qualidade no atendimento, conhecimento técnico, trazendo o modelo de Enfermagem empreendedora para nossa realidade.

Para finalizar, gostaria que deixasse uma mensagem aos futuros Enfermeiros, que ainda pensam em seguir a carreira ou estão na graduação.

Façam a diferença na Enfermagem, independente de onde estiverem! Seja apenas uma pessoa tocando outra pessoa quando precisar fazer um acolhimento. Seja curioso e não se acomode com a graduação e busque sempre atualizações. O conhecimento te leva a lugares que vocês nunca imaginariam chegar. Tenham orgulho dessa profissão!

“Ser uma boa enfermeira, primeiramente, é entender o que é atendimento humanizado. Além disso ser curiosa, estar em constante evolução, estudar muito e, principalmente, ter a certeza que temos o poder de transformar a vida de nossos pacientes e de seus familiares”
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